Quando ontem me deitei para assistir ao melhor programa de televisão generalista (não deixa de ser curioso que seja na RTP2...) não esperava assistir a isto. ( II; III e IV, ou IIII como está no relógio do largo da câmara.). Pedro Passos Coelho mostrou-se descontraído, divertido, completamente à vontade. Não tentou fazer campanha, nem politiquice baratas, teve um discurso coerente e manifestou muitas ideias que não esperava ouvir dele. Mostrou qualidades e capacidades, não se tentou elevar, é um homem normal à frente de um partido político, candidato a ser o primeiro ministro como podia ser cantor de ópera.
Claro, foi o que ele quis passar, pois era essa atitude que a faixa etária que via o programa esperava ver. Mas passou, mérito dele. Não me identifico com muitas das ideologias defendidas por ele e seus iguais, mas revela uma capacidade de diálogo, trato fácil e humildade q.b..
Duvido é se consegue construir uma equipa bastante sólida à sua volta, pois só assim terá sucesso. E não é com Leite de Campos e outros afins...E não basta ser doutorado em economia ou direito, ter um livro sobre governação, ser um engenheiro de primeira ou trabalhar no FMI. Governar é muito mais que isso, é capacidade, mas também é personalidade, carácter, disponibilidade ou inteligência. Saber falar e ouvir o povo. Fazer chegar a elas em linguagem comum e não técnica, o que é preciso fazer. Metade do que a classe inteira fala, é conversa entre iguais ou técnicos, por isso também o afastamento entre a classe e a população geral. E no PSD, ainda existe muita desconfiança escondida, e não sei se será lá que encontrará apoiantes de peso, será mais à direita...
Provavelmente não votarei nele, mas antes um governo de 10 Passos Coelho, que governo liderado por 1 Sócrates. Vamos lá ver a bela figura que irá essa peça fazer hoje. E com o Alvim, será bonito!