Introdução

Grupo de jovens, mais ou menos coerentes, uns de esquerda outros de direita, outros nem sabem de onde, deram por si a debater os mais variados assuntos a cada encontro. Ora economia ora desporto, passando pela religião até aquilo que em Portugal se chama de Política.Com a evolução dos seus percursos pessoais, e da necessidade de um local para promover essas trocas de opiniões, (já fartos de serem expulsos de certos cafés) quatro deles juntam-se e nasce este espaço. Um local para todos, onde todas as opiniões serão bem-vindas desde que civilizadas, que seja também a vossa casa. Sim, nós sabemos que parece um T1 em Sacavém, com vista para a linha do comboio. Mas não dá para mais, estamos à rasca.

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Relações : O Problema

  Foi com uma inarrável e crescente angústia que fui assistindo com passar dos dias, ao surgimento de novos textos, e continuava sem ver abordado o tema nuclear da questão. Num blog sério como este, em que se trata os temas de referência de uma forma diferente e jovial, teria obrigatoriamente de haver um jornalismo sério de investigação. Não havendo voluntários a essa parva tarefa, decidi eu mesmo me entregar a essa profissão de guerrilha, e trabalhar de forma a promover textos cientificamente comprovados por altas entidades, para não recair no erro de editar apenas alguns textos descabidos e algo engraçados baseado em meras conjecturas.
  Analisei o mercado, e a apercebi-me que num blog composto por seis escribas masculinos, não existir um artigo repudiantemente machista e depravado era uma oportunidade de crónica. Um texto intelectualmente  escrito por um ser superior que colocasse em evidência a principal causa dos problemas numa relação, sejam eles fins precoces, discussões recorrentes ou um afastamento frio. Baseei-me em estudos científicos e comprovei aquilo que metade da população já saberia, que a principal causa não é nem i)traição, ii)ciumes iii) falta de tempo e muito menos iv) futebol. Sei que será porventura a descoberta social do século, que surpreenderá muitos leitores e alguns telespectadores, mas para isso há visionários como eu.
   Tenho em mão dois estudos que comprovam a minha teoria, em um deles 50% dos inquiridos envolvidos numa relação afirma já ter sentido ciumes infundados que acabaram por levar a uma discussão, ter constantemente bisbilhotado num facebook e /ou telemóvel do parceiro, baseado em meras suspeitas infundadas. Em outro estudo metade dos inquiridos confirma que avalia cada nova amizade do parceiro/a como potencial ameaça à sua estabilidade amorosa. Este estudo vai mais longe e afirma mesmo que cada amizade é classificada numa escala alfabética de acordo com a ameaça identificada. Sendo que um A é ausência de perigo, B é perigo reduzido, C é classificado como potencialmente perigoso, D é altamente ofensivo, e acima disso Perigo Moral. Curiosamente o mesmo estudo afirma que esta escala é correspondente ao aumento de certos atributos físicos.
   Cada um de vós, caso tenham prestado atenção, já deduziu a causa de todo este flagelo para a humanidade. Exactamente, os decotes. Sei que é difícil de acreditar, mas foram eles que responderam afirmativamente àqueles 50% dos inquéritos. São eles que não nos deixam ver o futebol descansados, são eles que nos massacram e distraem com a sua existência. São eles que insistem em ficar ali especados e arrebitados, procurando despertar a nossa atenção! Eles procuram-nos, podiam muito bem viver escondidos, mas são eles que insistem em viver ao sol, em constante disputa de importância. Um fenómeno que tende a agravar agora no verão, com o aparecimento de novos seres dessa espécie que se encontravam hibernados.

   Associado ao estudo vinha qualquer referência acerca da importância do amor,da forma apaixonada como  deveríamos tratar a pessoa que possuía* o corpo que continha o decote, mas não percebi bem ao que se referia nem a relevância para o estudo em si, pareceu-me mais aquelas letrinhas pequenas a que não devemos dar importância. (*possuir o corpo, de ser o dono do mesmo, não de ...pronto,coiso).


domingo, 15 de abril de 2012

Estado: É complicado

Em primeiro lugar queria pedir desculpa por vir tornar público os meus sentimentos sem ser pelo facebook. Aliás bem vistas as coisas hoje a juventude é tão romântica como antigamente, publicam fotos para tornar eterno os tempos juntos e, atenção, sem gastar papel, fazem testamentos, declarações e demonstrações de amor como o Romeu do século XXI faria.
Agora há uma coisa que me mete bastante confusão que é o estado de relacionamento. E é sobre isto que me gostava de debruçar, esmiuçando cada um deles:

  • Numa relação Aberta: Aqui tenho que tirar o chapéu ao Mark Zuckerberg, nunca eu tinha pensado numa maneira tão fácil de sugerir um menage a trois. "Ah e tal estou numa relação aberta... Queres participar?" muito melhor do que "Namoro mas estamos à procura de algo mais..."

  • Numa relação: Atenção que este tópico é bastante importante, e não digam que é uma coisa normal porque não é, isto é ouro, quantos e quantos de nós têm aquele problema de, "Será que os meus amigos vão achar a minha namorada gira?". E eis a solução, dizer que namoramos ficando a namorada feliz não tornando público a identidade dela.

  • Sem estado: Eu sei que não me posso referir a todos e aos que me estou a referir posso trazer problemas, e por isso desde já peço desculpa, mas, eis o estado mentiroso! O estado em que o dono do perfil tem a actividade constante de comentar e por gostos e ainda dar conversa a pessoas do sexo contrário vivendo uma dupla vida graças ao facto de a namorada não ter facebook! "Ah e tal eu não digo que sou solteiro amor...Eu só tenho facebook para jogar farmvile não te preocupes"

  • É complicado: Eis o estado filosófico. Afinal o que é que é complicado? É aqui que se dá uma mixórdia de ideias na minha cabeça. É o namorado que é complicado? É a decisão da escolha do tipo de estado que é complicado e daí mostrarem a vossa complicação. É uma mensagem subliminar em que quem mete o estado quer dizer ao parceiro que se passa algo? Ou é complicado acabar com o relacionamento?

  • Noivo de: E finalmente é aqui que eu perco toda a minha paciência. Como viram toda esta história do estado é uma coisa bastante séria. Aliás como todo o facebook, e aqui, talvez esteja a falar para uma minoria, mas qual é o objectivo de nos "casarmos" com amigos? E o cúmulo ainda é com amigos do próprio sexo! Há pessoas que levam isto a sério!

Para terminar queria só deixar uma palavra para os sem estado. Coloquem um! Vocês não imaginam o estado em que fico quando não sei qual o vosso estado!