Introdução

Grupo de jovens, mais ou menos coerentes, uns de esquerda outros de direita, outros nem sabem de onde, deram por si a debater os mais variados assuntos a cada encontro. Ora economia ora desporto, passando pela religião até aquilo que em Portugal se chama de Política.Com a evolução dos seus percursos pessoais, e da necessidade de um local para promover essas trocas de opiniões, (já fartos de serem expulsos de certos cafés) quatro deles juntam-se e nasce este espaço. Um local para todos, onde todas as opiniões serão bem-vindas desde que civilizadas, que seja também a vossa casa. Sim, nós sabemos que parece um T1 em Sacavém, com vista para a linha do comboio. Mas não dá para mais, estamos à rasca.

Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

domingo, 22 de janeiro de 2012

Para rir?!







Abusivo, irritativo, cansativo, troça!! Uma coisa é dirigir-se em público e dizer que deseja meter os judeus na rua, acabando por faze-lo, outra coisa é fazer pouco de quem não possui MESMO! Agora temos um lado carente é? A diferença entre a realidade e o imaginário, entre a noite e o dia. GT será que ele tem uma conta cá? Se calhar pede-lhe o IBAN, é mais seguro... Já que temos a invasão do sector direito no governo, espero que o povo não vá acreditar neste conto de fadas também. Epa, ele fala pouco, mas quando tem esse direito, pumba! uma chapada no cego! Vá agitem lá as bandeiras, estamos no circo! Se me enganei, peço desculpa... Sigam em frente.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

“Para mudar o mundo, temos que mudar nós próprios”

Qual poderá ser a nossa atitude perante o futuro próximo? Vivemos numa sociedade irregular, onde o trabalho manual não é considerado mas sim desprestigiado, tal como se fossem estúpidos, sujos e inferiores. Sectores como agricultura estão mal parados e não aguentam a concorrência. Um sector vital! Temos uma economia virtual que está a crescer constantemente! A população continua a ignorar o grau em que a sua sobrevivência esta muito distante de certos sectores de trabalho. Longe, muito longe… Continuando assim, o homem sobreviverá com um esforço súbito de adaptação ou por uma invenção milagrosa de uma nova tecnologia.

Sabemos que o dinheiro é criado a partir de uma divida para com o capital. Pensando que os bancos emprestam o dinheiro aos pequenos investidores… A partir de um euro os bancos podem distribuir milhares de euros com base em divida. O meu salário vem a partir desta divida, ou de um capital privado. A fim de cobrir esta divida e os juros incorridos, toda a economia permanece em competição, crescer imparavelmente e criar ainda mais divida de dinheiro a fim de absorver a divida existente. Trabalhas mais para ganhar mais para sustentar este sistema! Uma orquestra bem montada que soa bem nos nossos ouvidos. Tudo é possível graças ao crescimento económico! Crescimento sem limites é impossível. Porque? Porque dependemos da terra e dos seus recursos… Porque o homem não pode estar com pressa para sempre… e o crescimento é interminável, tornando-se insuportável… Concretamente, o desenvolvimento dos países do hemisfério sul é o resultado da sua divida para com os do norte, obrigando os países emergentes a adoptar uma economia ocidental, enquanto os seus recursos estão a ser explorados para o ocidente. Impossível um pais pequeno crescer e viver como os grandes! Se os grandes não reduzirem! Para atingir um nível de vida ocidental, o país tem de explorar o trabalho e os recursos de outros povos. Alimentar uma situação paradoxal. Porque só alguns beneficiam esta situação.

Em casa bombardeamo-nos com dívidas para instituições financeiras, os líderes do estado são forçados a submeter-se permanentemente a estas instituições, aderindo às políticas de austeridade. Esta sociedade de consumo reforça a nossa divida, a nossa submissão ao trabalho e a dependência dos recursos do sul. Instala-se a crise ecológica e de saúde. Trabalhar mais é simplesmente ridículo! Deveríamos nós ter evoluído naturalmente, tornar a sociedade menos trabalhosa, aceder a partilha do excedente para redução geral do tempo de trabalho. Estrategicamente, a produção de necessidades devem ser recolocados, de modo a que cada área geográfica possa incutir a sua soberania alimentar. Já não vamos lá com revoluções económicas, mas com uma revolução psicológica, invertendo os nossos valores onde a igualdade teria de assumir o seu real significado. Uma parte da actividade de hoje em dia é contra produtiva devido a pressão social e ecológica que ocasiona.

Uma lição para esta história, é de não estigmatizar os indivíduos na margem da nossa sociedade de consumo como os pobres e inactivos, porque pragmaticamente falando, os seus impactos ambientais e sociais são bem menores do que o consumidor médio. E para cada emprego inútil que suportamos, é a comunidade que tem de suportar os custos indirectos. Estilo de vida simples e local não deve ser estigmatizado porque ser produtivo não é sinónimo de felicidade. Há que ter em consideração as nossas necessidades do amanha antes dos prazeres de poucos. Não são necessárias ditaduras, o movimento tem de ser nosso. Mostrando ao nosso redor que este mundo tem mais cores do que aquelas que eles só vêm!
"Os meus olhos" JC

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Portugal dos famosos

  Sinceramente só eu é que me sinto indignado desta história toda do Carlos Martins? Ok, o filho dele precisa urgentemente de um transplante de medula, e quantos mais estão na mesma situação que ele? Será que se fosse o filho de outra pessoa que não fosse famosa o país iria parar da mesma maneira em redor desta situação? Iriam ser feitas entrevistas e passaria constantemente coisas na televisão acerca disso? Todos os portugueses iriam ao hospital fazer os testes? É triste ver que uma situação que é grave mas que não é nova ter tanto alarido por ser o filho do Carlos Martins. Para ti Carlos espero sinceramente que no meio de tantas pessoas se encontre uma compatível, e para o resto dos portugueses espero que comecem a preocupar-se sempre com estes problemas, não só quando se trata de um filho de alguém famoso.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

País do III Mundo

  



  Vivermos num país de III mundo, é se fazer imensas autoestradas a ligar cidades onde entre elas não existe fluxo que a sustente. É termos autoestradas paralelas a distar 10km uma da outra, meramente por questões políticas e de interesses obscuros, e que levam precisamente ao mesmo local.
  É chover numa noite e se estar 2horas para se entrar na capital, tal é os problemas - completamente inesperados? - subjacentes a esse factor da natureza. 
  É haver greves todas as semanas nos transportes públicos, apenas porque todos querem trabalhar das 9h-17h e não aceitarem outros horários sem ser em horas extraordinárias. 
  É se pensar que a solução para isso é privatizá-los, porque o gestor que lá anda a pastar €€€, não regulariza a situação.  E no sector privada já se aceita tudo.
  A solução para as empresas públicas (pouco flexibilizadas e estagnadas) não é privatizar é mudar mentalidades. Opta-se sempre pelo mais fácil. É um problema de cultura. É Portugal.

domingo, 29 de maio de 2011

As contratações de Campanha





  E ao fim de uma semana de indecisões e rumores, as dúvidas ficaram esclarecidas. Fábio Coentrão, o ídolo de 6 Milhões de pessoas, não assina pelo Real Madrid ou Barcelona. Mas também não assina pelo Benfica, assinou pelo PS. Ao que parece foi um contrato mediado pelo Presidente da Junta de Caxinas. "Estou aqui a pedido do Senhor Presidente", e foi válido por um dia e apenas serviu para ele ser aplaudido pois "Não me meto nesta coisas da política ". Ou seja, pensava que estava a entrar em campo, e não em campanha.
  É triste, esta nova vaga de contratações que o PS tem que efectuar para os seus comícios. E ainda assim, temos assistido a um contínuo declínio de reforços, se de uma primeira fase Luís Figo foi a cabeça de cartaz, já está época ficamos-nos pelos Paquistaneses, Moçambicanos e outros que tal, que apenas negociavam a presença pois "queriam ser legalizados no País". Percebendo-se disso rapidamente os empresários moveram-se e apresentaram um nome mais sonante, capaz de motivar adeptos e encher comícios. Coentrão, que entrou com todo o fulgor que nos habituou nos relvados e motivou a loucura nas ruas de Caxinas. Não sei se foi motivado por factores €xtra-políticos, como o seu colega de profissão com nome de fruta. Esse sim, uma verdadeira fruta podre. Mas é triste que celebridades se vendam assim, sabendo do poder que têm junto de certo tipo de camadas da sociedade. É que acredito mesmo que existem pessoas que votarão PS devido a Fábio Coentrão. 
  Felizmente, ainda existe carácter e personalidade. Souto Moura, Siza Vieira e Alcino Soutinho (Museu do Neo-Realismo) recusaram um convite de José Sócrates para tomar o pequeno almoço, pois combinado para ser privado, tornou-se rapidamente numa acção de campanha publicamente anunciado. Eles que já tinham anunciado o seu apoio a outro partido... 
   Mas ao que parece para sanar todo este contratempo já se fala numa possível troca entre Teixeira dos Santos e Luís Amado com Lionel Messi. Tudo indica que poderá ser anunciado amanhã, para ainda vir a tempo de umas arruadas e comícios. Ai, triste figura.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Memorandos



  Quando José Sócrates se atrapalhou com a falta de tradução do memorando foi justificado. Afinal não sabia de qual dos memorados se estava a falar. Sim, porque há dois.   Há o soft para enganar o povinho e a malta ficar contente. E o qual os partidos assinaram. E há o sério para os amigalhações de Bruxelas. Aquela Europa, que sempre admirou o Socas. Combinado entre os Ministros das Finanças da União Europeia.

  Agora tenho uma pergunta, que legitimidade teria Teixeira dos Santos para definir e assinar o programa para os próximos anos, estando demissionário e sem consultar a oposição - ou sequer alguém de direito?
  E outra, ganhado o PSD qual acordo é o vinculativo, o que assinou ou o foi assinado pelo nosso governo?

  O que se passou no comício do PS no Algarve, é uma lufada de ar fresco na campanha. Finalmente na televisão falou-se no PS sem se ouvir, com aquela voz típica de quem foi um vítima : " A culpa desta situação é daqueles que nos atiraram para esta crise política. Aqueles que estavam sedentos de poder, e colocaram em causa o futuro de Portugal, baseado em sondagens favoráveis" ou algo parecido. Sim, nem foste tu que lá tiveste nos últimos 6 anos...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Por um Portugal melhor


O apelo ao voto é universal. De todos os quadrantes, de todos os partidos. Até dos nobres apartidários.

Eu vou ter um governo cheio de boys.
Vou ter um governo que encomenda estradas ao colega Jorge Coelho.
Vou ter Parcerias Público-Privadas cheias de ex-políticos em cargos administrativos.
Vou ter um País com a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos. (desde que há registos)
Vou ter um País com o pior crescimento económico da zona euro.
Vou ter um País com uma dívida a rondar os 100% do PIB.
E sem contar com as PPP e empresas públicas.
Um País com a maior dívida externa dos últimos 120 anos.
Vou ter dívida externa bruta 8x maior que as exportações.
Uma DEP de 240% do PIB
E uma DEL de 110% do PIB.
Um País com a maior taxa de emigração dos últimos 160 anos.
Vou ter a maior fuga de cérebros da OCDE


Vou ter um País onde 20 gestores sozinhos têm mil (!!!) lugares de administração de empresas nacionais. Recebem em média 300.000€ ano, alguns chegam aos 2.500.000€/ano.

Tivesse toda a gente a capacidade de trabalho e de empreendorismo destes senhores e estava o país bem. Imaginem cada um de nós a produzir por 50!

Vou ter um País... Que é o que merecemos. 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ideologia Militante

  Os partidos políticos são meros veículos vinculativos das nossas ideias, o suposto é eles nos representarem e assim conseguirmos fazer "ouvir" as nossas ideias ou pensamentos a nível nacional. Ou seja em termos representativos devem ser eles a voz do povo, ou pelo menos da fracção que se lhes é militante. Mesmo que seja o Partido da Terra ou o Movimento Mérito e Sociedade. É que de PT os mais conhecidos são aquela empresa portuguesa que é gerida por um monhé, e aqueles jovens musculados que fazem emagrecer os gordos supostamente só lhes gritando palavras de incentivo. Já MMS, basta se ter um telemóvel e menos de 30 anos para se saber o que é. 40 vá. 

  Esta conversa vem a propósito de uma conversa com amigos sobre as parvoíces que vamos escrevendo por aqui. Diziam-me que manifestava claramente as minhas convicções políticas. Bem, isso é óptimo, porque assim podiam me ajudar, é que eu não tenho partido e podiam me esclarecer onde encaixava. Se calhar o problema é meu, "uauu 20 e não é militante de nada, coitadinho". Tenho ideias, tenho convicções, que são as minhas. Não são a do PSD, PCP ou BE. São as minhas, até porque nunca votei duas vezes no mesmo partido. Bem, só pude votar duas vezes por isso não pensem que sou assim tão Fernando Nobre.

  Voto conforme os assuntos, consoante os temas as minhas preferências vão de encontro a quem me identifico. Por exemplo, sou a favor do aborto, da despenalização das drogas leves, do casamento homossexual mas sou contra o fim das touradas. Até sou a favor dos touros de morte. Então e agora como caviar nos comícios do bloco ou vou às feiras com o Portas? ! Ajudem-me. É que me sinto perdido sem partido. Se calhar se eu tivesse um partido era mais fácil. Bastava eles decidirem a direcção e eu dizia "Amén!". E fazia o que eles diziam. O problema é que não sou católico. Mais uma dica, parece então que não posso ser de direita, pois temos que ser católicos e devotos, ou pelo menos aparentemente. 

  No outro dia, o Ricardo Costa (director do expresso, comentador Sic e um dos melhores analistas políticos da actualidade quanto a mim) referia que a militância do bloco era na globalidade a melhor informada, a melhor preparada, porque é maioritariamente urbana e como tal muitos votos fugiriam de lá, para se tornar votos úteis de esquerda no PS. Isto é muito giro, não fosse dar-se o caso de o PS não ser mais de esquerda. Se o mundo político fosse um planeta, e a sua representação cartográfica fosse um Mapa-Mundí normal, o PS está tão violentamente a chegar-se à direita e por consequência a empurrar o PSD ainda mais para a direita que qualquer dia atiram o CDS borda fora e surge no outro lado, como partido de extrema esquerda.

  Apesar de saber dos males que me acontecerão por afirmar isto, há que reconhece-lo. Não foi fácil, mas hoje ganhei coragem para isso. Mãe, Pai, sou de esquerda. Ou pelo menos tendencialmente de esquerda. Sei que a maioria das pessoas dirão " Ah, é jovem, isso depois passa-lhe". Que é a coisa mais engraçada de se ouvir. Alguém que o reconheça, ser de esquerda é uma doença, um mal que se apanha na adolescência e passa quando nos tornamos adultos e responsáveis. Bem, não sei o meu dia de amanhã, mas prefiro isso a ter  tido no meu carrinho de bebé um bandeirinha laranja, ou que o meu brinquedo em criança, fosse balões rosas ou laranjas. Que na adolescência tenha levado injecções de Cavaquismo. Ou que o meu cérebro tenha sido formatado ao Partido dos meus pais. Ao menos sei que tenho uma doença e que um dia irá me passar.

  Uma das razões porque admiro o Francisco Louça, é porque o pai dele era aquele sujeito que estava ao comando das Fragatas no Rio Tejo no 25 de Abril. Quem viu o filme que já deu 25 vezes na televisão, sabe do que falo, aquele que ameaçou estourar o Salgueiro Maia a tiros de canhão não fosse dar-se o caso de haver um motim a bordo. Ou seja, era um Salazarista convicto. E dessa família tradicional, nasceu o revolucionário e sanguinário líder do bloco de esquerda. Onde pelo menos traçou o seu caminho e segue os seus ideais (certos ou errados). 
  Louça no debate com Adolf Sócrates foi considerado profano, traidor da pátria, tirano, caloteiro, por ousar defender a reestruturação da dívida. Se estivéssemos na idade média, que é o que parece ao assistir a estes debates, teria sido atirado à fogueira. Só que há aqui um factor que parece que ninguém leva em consideração, o Francisquinho das loiças dá um baile a todos os outros em economia, é o mais bem formado, o que mais percebe do assunto de caras. Se esquecêssemos as suas convictas ideologias e era um dos melhores ministro das finanças que podíamos ter. Sei que parece estranho a muita gente, pois como lutou pelas suas ideologias ao invés de enriquecer num banco ou num fmi qualquer, não é visto como gente credível . Ou seja como não se vendeu, não conta, a gente precisa de gente que se venda para os podermos comprar. Ah sociedade capitalista. Hoje fala-se que a Troika defende a reestruturação da dívida grega e os próximos seremos nós. O tempo dará razão a quem a tem. Como sempre.


  Para finalizar, um dos factos que mais me orgulha ser de esquerda, é porque tenho a mente aberta. Pois ao que parece é uma característica unívoca a esquerdistas, pois de direita só há conservadores. E por isso não me choca nada tatuagens, brincos ou penteados esquisitos, o que interessa é a competência, e ver alguém de cabelo comprido e gravata como ministro não me choca. Mas isso é a mim. E por isso para mostrar o longo caminho que temos que percorrer ainda aqui fica a foto de Anders Borg, ministro das finanças sueco. Seria isto possível em Portugal? Sabemos que não. Cá qualquer político tem que ter o cabelo lambido por uma vaca.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Muda o canal sim?

É com grande tristeza que quando eu acordo ligo a televisão e não vejo nada de interessante, sempre as mesmas coisas, novelas, novelas e novelas, e se não forem novelas temos novelas. E justamente quando uma pessoa fica contente por aparecer no canto do ecrã última semana, as produtoras levam-nos sempre a melhor e quando ligamos a televisão na semana seguinte somos surpreendidos com outra novela.
Mas quem fala em novelas pode falar noitra coisa, como querida Júlia, ou aquele programa que tem o jogo do dominó.
Com os 4 canais a transmitir basicamente o mesmo uma pessoa sente-se tentada a aderir ou à MEO ou à ZON, com o objectivo de ver quais vão ser os futuros programas dos nossos 4 canais, e não, não me estou a referir à opção de ver a programação, estou a referir-me à grande falta de imaginação das nossas produtoras que frequentemente copiam programas estrangeiros. Eu sei que custa ver quais são os programas copiados mas se pensarem bem vão encontrar alguns.
Para os admiradores de séries, ou de programas de comédia eu sei que estes existem, e com muito boa qualidade, mas as horas a que estes são transmitidos são ridículas, e tudo com a desculpa da linguagem utilizada ou do conteúdo. Quer dizer há um programa e já me estava a esquecer que é transmitido duas vezes por dia, precisamente à hora da refeição, um programa que passa pequenos sketches de comédia. O jornal nacional, é verdade, adoro aqueles sketches onde entram o Camarada Jerónimo, o Zé Sócrates, o Dr. Leite Campos (que para mim foi o melhor sketch de sempre) ou o Francisco Louçã, entre tantos outros. Se repararem os Gato Fedorento com a concorrência a apertar até decidiram abrir um canal só para eles, e os Homem da Luta que já previam o que ia acontecer concorreram ao Festical da Canção para andarem de novo na voz do Povo. Mas mesmo assim não conseguiram, eles continuam e cada vez com mais força!
Esta na hora de alterar a programação e os actores, o pior é que pelo andar da carruagem, pelas sondagens, parece que o povo quer continuar a ver o mesmo programa, como se fosse uma novela que repete repete e repete, mesmo quando o fim já esta anunciado.
Vamos acabar por neste caso aderir à MEO (FMI) para alterar um bocado as coisas, para vermos outros programas e mais uma vez com vista no futuro. Esperemos é que o próximo programa escolhido por Portugal não seja uma comédia, uma palhaçada e que seja uma coisa do género das sérias que passam para lá da meia noite.
Porque bons humoristas temos nós, agora políticos é que está complicado!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Esta na hora de fazer

  Ontem a crise agravou-se, é verdade, já não bastava o estado do país agora também o Benfica bateu no fundo! Anos e anos de história reduzidos a isto (isto o que? Nada precisamente). Agora o Benfica resume-se a histórias, histórias de goleadas, histórias de velhas glórias! Velhas glórias que devem estar tão ou mais tristes ainda que eu. Em quem devemos por as culpas? À boa maneira portuguesa, pomos as culpas em quem manda, em quem esta lá em cima. E por isso cá vai. Luís Filipe Vieira que andas a fazer? Jorge Jesus que fazes tu por ai? Tudo corre mal, e nada muda! Vi o Benfica ser humilhado em casa contra um Porto que se demonstra em alta qualidade, um Benfica a ser humilhado contra um Braga cheio de "Paciência", um Benfica a perder pontos na Luz contra equipas que tremiam por todos os lados em velhos tempos sempre que pisavam a antiga Luz!
  Sabes o que é que me chateia mais Benfica? É que tu moves multidões, tu resgatas corações, tu fazes o país parar só para te ver jogar! E o que é que recebemos em troca? Desilusões...
  É verdade sou um típico benfiquista que quando tudo esta bem o Benfica é o maior e quando tudo esta mal o Benfica é o pior!
  E neste momento o Benfica esta no seu pior, neste momento o Benfica esta a tornar-se um Sporting, e acreditem custa-me mesmo muito admitir isto!
  Mas eu não vou desistir, vou continuar a ver o Benfica, a gritar pelo Benfica a sonhar com um Benfica maior! Porque quando o sonho desaparece não resta nada!
  O que é que eu quero dizer com isto? O que vocês entenderem. Para mim retratar toda a desgraça do Benfica é como retratar toda a desgraça do nosso país, toda a desgraça da nossa geração e das gerações anteriores que nos meteram no lugar onde estamos!
  E por isso a atitude que eu demonstrei apesar de o Benfica estar na desgraça é a atitude que todos devemos demonstrar para todas as outras coisas! Devemos descruzar os braços!
  Devemos lutar para mudar! Não apenas sentar e reclamar com tudo o que vem para trás porque sendo assim o verdadeiro culpado foi o D. Afonso Henriques por ter criado Portugal! Foi o D. Afonso Henriques por ter gerado uma guerra com a mãe! Não sejam como os deputados que se sentam na assembleia da república! Reclamem mas apresentem soluções! Não façam barulho mostrem trabalho!
  Amanha vou acordar e vou pensar que o Benfica para o ano vai ser campeão, amanha vou acordar e vou continuar a trabalhar para ter um futuro melhor e para andar com o país para a frente!
Quando todos desistirmos não vai haver ninguém que nos empreste dinheiro suficiente para andarmos para a frente!
  Por isso só tenho a dizer, FORÇA BENFICA PARA O ANO HÁ MAIS! E quanto a nós quanto ao nosso país, o que eu tenho a dizer já disse agora vou começar a fazer!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Comodamente acomodados

   Sinto-me mal por transcrever Pessoa.
  Primeiro, porque metade dos jovens pensa que Pessoa é simplesmente uma pessoa. Não conhecem a dimensão e a beleza dos seus textos, dos seus pensamentos. E são eles maioritariamente que lêem este Blog. Também é verdade que os tais que não sabem, duvido que tenham paciência para ler o que de mau se escreve aqui, que saibam que este blog existe, ou sequer o que é um blog.
  Segundo, se citasse uma música dos 30 Seconds do Mars ou Lady Gaga, toda a gente o iria conhecer, um texto de Pessoa, nem tanto. Não me intitulo mais culto ou sabichão que os restantes, mas é uma geração (cometendo o erro de generalizar - mas é assim, também erro) que de Camões, Pessoa ou Saramago apenas se lembra dos textos chatos que tinha que ler para Português no 9º ou 12º ano. E que apenas porque tiveram trabalho a "arranjar" uns resumos "bacanos" na internet, e a "otária" da professora nem notou. Quem não notou foram eles, o erro que cometeram. Falam tanto do orgulho de ser Português e não conhecem quem mais alto elevou o nome de Portugal. E não é o Mourinho ou Ronaldo.
  Terceiro, o erro que é colar um poema de Fernando Pessoa a um meu. Só irá realçar a mediocridade do meu, que até podia passar despercebida sozinha. Imaginem Ricardo Araújo Pereira a fazer piadas ao pé do Batanetes. É como me sinto.


"Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca..."

  Não sei precisar a data do texto, e não fui pesquisar, numa tentativa - frustrada - de me mostrar culto ( "Até sabe datas de poemas e coiso") mas devem ter passado cerca de 90 anos e não pode haver retrato mais fiel da nossa geração. Nunca vivi noutra geração, por isso não posso concretizar comparações, mais estupidamente só os que o fazem, vivendo noutra e vendo esta de fora. Hum, vendo de fora? Pois é, vendo de fora e compro de dentro. Agora a sério, se não vivem, evitem tecer comparações. E sim, isto é uma crítica. Sei que com a quantidade e psicólogos, psiquiatras, sociólogos, políticologos e outros ólogos que se formam, têm que existir cada vez mais maluquinhos e casos de estudo, ou case-study parafraseando um qualquer deles.
  Mas os maiores críticos da nossa geração temos - e devemos - de ser nós. Não tivemos guerra, não crescemos a pensar que íamos para a guerra, não passámos fome, nenhum de nós teve que trabalhar para sobreviver na adolescência. Nunca nos bateram na escola (só uns aos outros), nem nos sentaram com orelhas de burro. Pois, se calhar foi isso que faltou, conhecer a adversidade e a humilhação.
  Somos a geração com mais e melhores estudos, mas isso não significa a melhor preparada. Não conhecemos a adversidade, não sabemos o que é ter que lutar por algo. Pedíamos Game-Boy, tínhamos game-boy, queríamos dinheiro para sair à noite, tínhamos. Hoje que o nosso País se encontra numa situação difícil, e os nosso pais não nos podem dar o que nos foi habituado, auto-intitulamos-nos "Geração à Rasca". Acomodámos-nos a ter tudo o que queríamos e por isso, hoje, pensamos que não temos nada e somos uns injustiçados da sociedade.
  Uma geração para quem a escola é uma espécie de passatempo, ou hobbie. Hoje em dia nem se chumba! Até os mais irresponsáveis ou Preguiçosos são levados ao colo"! Abram os olhos, se querem uma vida melhor lutem por isso! Façam por isso! Não esperem como toda a vida, que vos seja oferecida! Estudem! Dediquem-se! Poupem dinheiro! Não vivam de compras! Roupas ou acessórios fúteis! Comprem livros! Passeiem e leiam livros. Escrevam, desenhem, cultivem o conhecimento e a cultura. Vejam um bom filme. Aprendam com os mais velhos. Aceitem as diferenças e aprendam com as adversidades. Não aceitem a derrota. Não desistam ao primeiro obstáculo, não vivam do ócio e da comodidade. Não se preocupem em andar de carro, preocupem-se em andar com um livro. Não vivam para ir a discoteca. Vivam por uma boa tarde no café com os amigos. Leiam o expresso e não o correio da manhã. Leiam a Visão e não a Caras. Não passem a noite a ver telenovelas, passem a noite numa boa conversa!
  Não podemos querer mudar o mundo, sem nos mudarmos a nós primeiro. Se correr mal não vivam do orgulho e honra, deixem o canudo pendurado e esperem melhor oportunidade, trabalhem como caixa ou repositor, sirvam hamburgues ou apanhem tomate.
  Não esperem por D.Sebastião! Se fizerem por isso trabalhando e nunca desistindo, a vossa oportunidade chegará. Até lá não se lamentem. Lutem para que ela chegue!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Apresentação da Candidatura à Presidência da República

  Como meu primeiro texto e não querendo desviar-me do tema que tem sido debatido aqui no Blog, Portugal ( ou o que resta dele), decidi aproveitar para vos falar de um plano minucioso que agradavelmente tenho estudado a sua viabilidade, com vista a recuperar o nosso país economicamente, desportivamente e por acréscimo, socialmente. Se este programa for posto à prova, do qual vos garanto, tiraremos bons resultados, anúncio aqui de antemão que inclusivamente tentarei reunir uma equipa para me candidatar a Presidente da República. Um aparte: Se não conseguir a eleição, certamente, como todos sabemos, serei engolido por algum partido forte para um qualquer "tacho" importante; e por forte entenda-se PSD, não me lembro de mais nenhum de momento!
Assim sendo passo a explicar:

Passo 1:

Trocamos a Madeira e os Açores pela Galiza, mas os espanhóis têm que levar o Sócrates como contrapartida.

Passo 2:

Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda usufruímos do dinheiro gerado pela Zara (a 3ª maior empresa de vestuário). A indústria têxtil portuguesa é revitalizada. A Espanha fica encurralada entre os Bascos e o Sócrates.

Passo 3:

Desesperados, os espanhóis tentam devolver o Sócrates.

A malta não aceita.

Passo 4:

Oferecem também o País Basco.

A malta mantém-se firme, não aceita-mos.

Passo 5:

A Catalunha aproveita a confusão para pedir a indepedência. Cada vez mais desesperados, os espanhóis devolvem-nos a Madeira e os Açores e dão-nos ainda o País Basco e a Catalunha. A contrapartida é termos de voltar a ficar com o Sócrates.

A malta arma-se em difícil mas aceita.

Passo 6:

Damos a independência ao País Basco. A contrapartida é eles ficarem com o Sócrates. A malta da ETA pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o Sócrates, Portugal torna-se um paraíso e a Catalunha não causa problemas.

Passo 7:

Afinal a ETA não aguenta o Sócrates e o País Basco pede para se tornar território português.

A malta faz-se difícil mas aceita ( apesar de estar lá o Sócrates).

Passo 8:

Fazemos um acordo com o Brasil. Eles enviam-nos o lixo e nós mandamos-lhes o Sócrates.

Passo 9:

O Brasil pede para voltar a ser colónia portuguesa. A malta aceita e manda o Sócrates para os Farilhões das Berlengas apesar das gaivotas perderem as penas e as andorinhas do mar deixarem de pôr ovos.

Passo 10:

Com os jogadores brasileiros e mais os portugueses, Portugal torna-se campeão do mundo de futebol, ganhando na final a uma super equipa espanhola ( depois destes terem nacionalizado Messi), gerando assim um clima de êxtase social. Com Sócrates isolado nos Farilhões das Berlengas apenas com Magalhães para se entreter, os festejos são acompanhados de Fados e Samba, cozidos à portuguesa e picanhas!

Passo 11:

Com o ímpeto social e desportivo português, os espanhóis ficam tão desmoralizados, que nem oferecem resistência quando os mandamos para Marrocos.

Passo 12:

Unificamos finalmente a Península Ibérica sob a bandeira Portuguesa!

Passo 13:

A dimensão extraordinária adquirida que une a Península Ibérica e o Brasil torna-nos verdadeiros senhores do Atlântico. Colocamos portagens no mar, principalmente para os barcos americanos, que são sujeitos a uma sobretaxa tão elevada que nem o preço do petróleo os salva.

Passo 14:

Economicamente asfixiados eles tentam aterrorizar-nos com a possibilidade de uma guerra nuclear, mas a malta ameaça enviar-lhes o Sócrates e eles rendem-se incondicionalmente.

Passo 14+1:

No meio disto tudo lá arranjamos um chinoca qualquer, que faça atrair charters e sponsors, mas apenas para o Futre ficar contente.




Tirem as vossas conclusões..

Fica já aqui o convite a toda gente que quiser "tachos e panelões" para trabalhar na minha equipa de eleição à Presidência da República!

Portugal! Portugal! Portugal!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Começo

Antes de mais parece-me importante começar por agradecer a esta fantástica ferramenta que a rasca da nossa geração trouxe: a Internet. Esse fabuloso instrumento possibilita-nos aqui, com toda a abertura e frontalidade que caracteriza a juventude (para além de sermos uns parasitas da sociedade, do sofá dos nossos pais e culpados da falta de vida em Marte, obviamente) expor ideias, discutir, 'mandar umas bocas' e sobretudo crescer, porque quer queiram quer não, nós somos a geração de amanhã. Somos a geração do futuro. Somos também e paradoxalmente, a geração mais instruída de sempre neste cantinho do Mundo. Mas isso não interessa nada.

Dito isto hoje e como primeira pseudo-crónica que escrevo nesta pequena tertúlia divagadora, hoje debruçar-me-ei sobre o assunto menos falado dos últimos tempos. Política. Não aquela política má, que consiste em ajudar os outros e pensar no bem comum. Não, nada disso. Falarei daquela política de grandes valores praticada em Portugal, em que o mais importante são os tachos, as panelas e os caldeirões para a familia, os amigos, o cão, o gato e o piriquito.

Falando um bocadinho mais a sério (ou não), Portugal encontra-se num estado de calamidade económica, que se tornou numa barricada perfeita para o debate político mesquinho e caprichoso. Forças políticas de esquerda e de direita, vão-se entretendo com as acusações do costume, apontando o dedo ' aos perigosos liberais de direita', aos 'revolucionários de casa-de-banho' ou até vejam bem, a José Socrátes. Coitado do senhor. Mas aquilo que realmente interessa num momento em que as pessoas ainda não se aperceberam bem das consequências que esta derrapagem financeira e económica terá no estilo de vida que conhecemos, é que os agentes políticos, que se esperam que sejam os representantes da vontade popular, ajudem o País a encontrar soluções para a crise que passamos. Neste momento as pessoas não votam no partido A, B ou C, votam, isso sim naqueles que mais lhe inspiram confiança para ultrapassar uma fase negra e desgastante como esta. Mesmo depois das mensagens discretas de Durão Barroso, ou dos apelos públicos (por públicos entenda-se Facebook) de Cavaco Silva, apelando ao consenso, à unidade e à coesão, ou noutras palavras dizendo: 'Vamos lá ter juízo, que já é altura de sermos crescidinhos', o objectivo continua a ser chegar a dia 5 de Junho à frente, com ou sem maioria absoluta, com a possibilidade de deter o poder e escolher a equipa e os cargos governativos a seu belo prazer (mais um conjuntinho de tachos pronto a sair), porque no fim do dia, uns 'não falam verdade' e outros só 'dizem mentiras'.

O problema já ultrapassa as constantes parvoíces de José Sócrates, a passividade e falta de liderança de Pedro Passos Coelho (bem como a fantástica escolha do mui Nobre presidente da AMI, para lider das listas por Lisboa do PSD), a constante retórica opositória de Francisco Louçã, a busca louca por um cargo no Governo de Paulo Portas ou a conversa desactualizada e descontextualizada de Jerónimo de Sousa. O problema está nas pessoas. Na nossa sociedade. Nos políticos que criamos, e na ideia que temos deles. Porque, sejamos sinceros, ser blogger, cronista, políticólogo ( que agora é uma profissão na moda para não se fazer nada), comentador televisivo, ou simplesmente treinador de bancada, não ajuda, nem mudará a situação em que vivemos. Não podemos ser críticos em relação a tudo quando nada fazemos para tentar ser parte da solução ou pelo menos impulsionadores dela.
Seja no associativismo, nas juventudes partidárias, nas autarquias, nos clubes desportivos, nos postos de trabalho, etc os portugueses têm que, à boa maneira espanhola (para os que defendem a União Ibérica), ter 'ganas', sair para a rua e lutar, dar a sua opinião, não ter medo de assumir o que pensam e as ideias que têm, mas sobretudo e mais importante que qualquer outra coisa não deixar que o país em que nascemos e orgulhosamente representamos, se torne num cantinho à beira mar plantado, em que os pobres são cada vez mais pobre e os ricos também são cada vez mais pobres.
De um enrascado para uma nação a enrascar-se, sejamos todos, neste momento de verdadeira crise, homens e mulheres de força, porque dos fracos e oprimidos não reza a história.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Um Blog Rasca

  A ideia nasceu como nós, imatura e precoce. Foi preciso dar-lhe espaço para evoluir normalmente, não cair no erro de a trazer demasiado cedo à luz do dia. Desse processo de aperfeiçoamento do projecto que nasceu a nossa convicção que não será mais uma ideia. Será algo a ter em conta, em que estaremos dedicados e envolvidos, pois é algo pensado, projectado, idealizado em conjunto.

  Quem nos conhece sabe da diferença de opinião existente entre nós sobre os mais variados assuntos - quem não nos conhece irá o perceber nos próximos tempos - atrevemos-nos mesmo afirmar que só estaremos de acordo na paixão pela nossa terra. Mesmo assim não é consensual se seremos todos da mesma localidade, ou se teremos o direito de proclamar tal.

  Somos de anos diferentes, de ideologias políticas ou económicas diferentes, de religiões - se as houver- distintas, de clubes rivais, não ouvimos a mesma música ou admiramos a mesma arte, e na maior parte das vezes discordamos. E ficamos pelo discordar saudavelmente quando acaba bem.

  É essa pluralidade que queremos aqui. Qualquer opinião fundamentada e civilizada, é uma opinião diferente que merece ser escutada e debatida, pois é do debate que vive a democracia. Disso e dos tachos.

  O blog surge como um processo natural de debate. A blogosfera tem hoje uma inesperada -ou talvez não- relevância como veículo de opinião. Com a acentuada descida de qualidade jornalística evidenciada, nos canais generalistas, os canais ditos de notícias são hoje uma lufada de ar fresco no panorama televisivo nacional, com os mais variados programas de opinião e debate e que possibilita fugir um pouco do "Crime","24Horas" ou até "Correio da Manhã" que se tornaram os telejornais das 20h (Para o Português comum ver. Nivelando toda uma programação televisiva por baixo). E por isso não é de estranhar a qualidade (e quantidade!) de comentários e comentadores que hoje marquem presença em programas fora do circulo comercial, a maioria deles, com colunas em jornais de referência e consequentes formatos digitais (Blogs) dos mesmo, sendo agregados a esses jornais, ou até pessoais. Não é de estranhar pois, que grande parte do interesse intelectual online hoje em dia, assente nos blogs.


  Quer queiramos quer não, fazemos parte da Geração à Rasca. E carregaremos esse carimbo durante uns bons anos - senão para sempre. Ainda não temos noção se somos ou não, mas é uma expressão que assenta que nem uma luva no Portugal que conhecemos, o do desenrascando, do desenrasca, e do enrasca o próximo. Haver alguém à rasca derivada do desenrasca que o desenrascado o enrascou. Confuso? É trocar o desenrascado por Político comum e o desenrasca pelas suas medidas. Limpinho, Viu? Por falar em brasileiro, este blog NÃO vai adoptar o novo acordo ortográfico, pois somos Portugueses de gema, bebemos Licor Beirão, não caipirinhas, apoiamos o Ronaldo e não o Kaká, a única coisa que queríamos de lá para além do clima, era o Lula da Silva. Ele, ou o senhor forte de bigode que se seguiu. Já agora, a Adriana Lima, para ver se restaurava alguma da alegria perdida dos Portugueses. Mas já são assuntos à parte.


  Hoje em dia a velocidade com que a informação (e contra-informação) circula, tornou a Internet um meio indispensável para uma actualização básica do que se passa por esse mundo. Existe por essa network fora, uma enormidade de fontes noticiosas, desde o formato online de jornais, a jornais especializados na informação online, a outros sites e blogs mais ou menos pessoaos, onde cabe todo o tipo de opinião e crónica.
  Será fácil encontrar um buraco para nós, nem que seja nas contas públicas que está cheio deles. Não esperámos ser melhor que os que existem, até porque parece que o Pacheco Pereira tem um blog, e não podemos competir com um opinador profissional. Mas já não seria mau não fazermos as figuras que faz o Manuel Maria Carrilho na TVI24.

Enrascado por David Ferreira, Gonçalo Toste, Gonçalo Valente e Ricardo Vilela.