Introdução

Grupo de jovens, mais ou menos coerentes, uns de esquerda outros de direita, outros nem sabem de onde, deram por si a debater os mais variados assuntos a cada encontro. Ora economia ora desporto, passando pela religião até aquilo que em Portugal se chama de Política.Com a evolução dos seus percursos pessoais, e da necessidade de um local para promover essas trocas de opiniões, (já fartos de serem expulsos de certos cafés) quatro deles juntam-se e nasce este espaço. Um local para todos, onde todas as opiniões serão bem-vindas desde que civilizadas, que seja também a vossa casa. Sim, nós sabemos que parece um T1 em Sacavém, com vista para a linha do comboio. Mas não dá para mais, estamos à rasca.

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terça-feira, 24 de maio de 2011

Sondem-me!


  Boa noite, hoje fui sondado por alguém para saber o que achava sobre as sondagens. Pois essa sondagem que fui alvo revoltou-me completamente. E nem o facto de ter sido eu próprio a sondar-me, apaziguou os a minha exaltação. É que estou completamente farto de sondagens! Farto! É o 39% na Católica, o empate técnico na Marktest, o 34% para o PS na Aximage, a derrota do CDS na Eurosondagem. É a grande subida do PP na Euroexpansão, ou a maioria de direita para a Intercampus. As agências de sondagens nacionais publicam resultados com tal disparidade que, ou os métodos são uma treta ou estão a tentar influenciar a população.

  Acabo de ouvir Paulo Portas a afirmar que sabe de fonte segura que o PSD anda à largos meses à frente por 6%. Mas que o empate técnico convêm. Ao PS para animar as hostes, ao PSD para chamar os indecisos. É uma acusação forte, mas é capaz de ter alguma verdade. Hoje em dia as sondagens mais que medir o pulso ao povo, servem para moldar a mente ao povo. E é triste.

 Sondar (Fazer sondagem; avaliar): Eu sondo, tu sondas, eles sondam, nós vamos na conversa.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Começo

Antes de mais parece-me importante começar por agradecer a esta fantástica ferramenta que a rasca da nossa geração trouxe: a Internet. Esse fabuloso instrumento possibilita-nos aqui, com toda a abertura e frontalidade que caracteriza a juventude (para além de sermos uns parasitas da sociedade, do sofá dos nossos pais e culpados da falta de vida em Marte, obviamente) expor ideias, discutir, 'mandar umas bocas' e sobretudo crescer, porque quer queiram quer não, nós somos a geração de amanhã. Somos a geração do futuro. Somos também e paradoxalmente, a geração mais instruída de sempre neste cantinho do Mundo. Mas isso não interessa nada.

Dito isto hoje e como primeira pseudo-crónica que escrevo nesta pequena tertúlia divagadora, hoje debruçar-me-ei sobre o assunto menos falado dos últimos tempos. Política. Não aquela política má, que consiste em ajudar os outros e pensar no bem comum. Não, nada disso. Falarei daquela política de grandes valores praticada em Portugal, em que o mais importante são os tachos, as panelas e os caldeirões para a familia, os amigos, o cão, o gato e o piriquito.

Falando um bocadinho mais a sério (ou não), Portugal encontra-se num estado de calamidade económica, que se tornou numa barricada perfeita para o debate político mesquinho e caprichoso. Forças políticas de esquerda e de direita, vão-se entretendo com as acusações do costume, apontando o dedo ' aos perigosos liberais de direita', aos 'revolucionários de casa-de-banho' ou até vejam bem, a José Socrátes. Coitado do senhor. Mas aquilo que realmente interessa num momento em que as pessoas ainda não se aperceberam bem das consequências que esta derrapagem financeira e económica terá no estilo de vida que conhecemos, é que os agentes políticos, que se esperam que sejam os representantes da vontade popular, ajudem o País a encontrar soluções para a crise que passamos. Neste momento as pessoas não votam no partido A, B ou C, votam, isso sim naqueles que mais lhe inspiram confiança para ultrapassar uma fase negra e desgastante como esta. Mesmo depois das mensagens discretas de Durão Barroso, ou dos apelos públicos (por públicos entenda-se Facebook) de Cavaco Silva, apelando ao consenso, à unidade e à coesão, ou noutras palavras dizendo: 'Vamos lá ter juízo, que já é altura de sermos crescidinhos', o objectivo continua a ser chegar a dia 5 de Junho à frente, com ou sem maioria absoluta, com a possibilidade de deter o poder e escolher a equipa e os cargos governativos a seu belo prazer (mais um conjuntinho de tachos pronto a sair), porque no fim do dia, uns 'não falam verdade' e outros só 'dizem mentiras'.

O problema já ultrapassa as constantes parvoíces de José Sócrates, a passividade e falta de liderança de Pedro Passos Coelho (bem como a fantástica escolha do mui Nobre presidente da AMI, para lider das listas por Lisboa do PSD), a constante retórica opositória de Francisco Louçã, a busca louca por um cargo no Governo de Paulo Portas ou a conversa desactualizada e descontextualizada de Jerónimo de Sousa. O problema está nas pessoas. Na nossa sociedade. Nos políticos que criamos, e na ideia que temos deles. Porque, sejamos sinceros, ser blogger, cronista, políticólogo ( que agora é uma profissão na moda para não se fazer nada), comentador televisivo, ou simplesmente treinador de bancada, não ajuda, nem mudará a situação em que vivemos. Não podemos ser críticos em relação a tudo quando nada fazemos para tentar ser parte da solução ou pelo menos impulsionadores dela.
Seja no associativismo, nas juventudes partidárias, nas autarquias, nos clubes desportivos, nos postos de trabalho, etc os portugueses têm que, à boa maneira espanhola (para os que defendem a União Ibérica), ter 'ganas', sair para a rua e lutar, dar a sua opinião, não ter medo de assumir o que pensam e as ideias que têm, mas sobretudo e mais importante que qualquer outra coisa não deixar que o país em que nascemos e orgulhosamente representamos, se torne num cantinho à beira mar plantado, em que os pobres são cada vez mais pobre e os ricos também são cada vez mais pobres.
De um enrascado para uma nação a enrascar-se, sejamos todos, neste momento de verdadeira crise, homens e mulheres de força, porque dos fracos e oprimidos não reza a história.