Introdução

Grupo de jovens, mais ou menos coerentes, uns de esquerda outros de direita, outros nem sabem de onde, deram por si a debater os mais variados assuntos a cada encontro. Ora economia ora desporto, passando pela religião até aquilo que em Portugal se chama de Política.Com a evolução dos seus percursos pessoais, e da necessidade de um local para promover essas trocas de opiniões, (já fartos de serem expulsos de certos cafés) quatro deles juntam-se e nasce este espaço. Um local para todos, onde todas as opiniões serão bem-vindas desde que civilizadas, que seja também a vossa casa. Sim, nós sabemos que parece um T1 em Sacavém, com vista para a linha do comboio. Mas não dá para mais, estamos à rasca.

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

DesBLOQueador da Esquerda



  Ontem a denominada esquerda portuguesa sofreu uma derrota pesadíssima. É um facto. Que fez tudo para que isso acontece-se é outro. E assim de fecha um ciclo na esquerda portuguesa. Mas não se fecha a esquerda, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa.
  O PCP não entra nestas contas, tem um eleitorado fixo e estável, varia muito pouco. É coeso e tem uma forte máquina partidário, ou seja nunca sobre muito nem desce muito. Já o Bloco e o Partido Socialista são os grandes derrotados destas eleições, e apenas por culpa própria. O bloco de há um ano para cá, tem enfrentado grandes cisões internas fruto de políticas controversas. O apoio a Manuel Alegre, numa tentativa de consolidação próxima do PS pouco efeito surgiu, pois os militantes socialistas não olharam para o bloco como alternativa nesse prisma. O bloco procurou seguir outro tipo de política, o de ser uma alternativa válida à esquerda, mas errou no caminho. Ao não negociar com a troika, transformou-se num partido meramente contestatário, e para isso já temos o original. Ao ser uma cópia do PCP, o BE só perde. Dele, os eleitores esperam mais, e fizeram-no pagar por isso. E agora terá que explicar como apresentou uma moção de censura que destruiu a esquerda, reduziu-lhe os deputados para metade e levou uma maioria de direita ao poder. Um ano de políticas ziguezagueantes  transformou o BE numa amostra daquele que pode ser, e que se espera dele. Pelo menos eu. Mas será agora que se decidirá o seu futuro. Um tempo de reflexão e que certamente trará um caminho melhor definido e construído em bases mais sólidas. É na crise que nasce o futuro.
  Para esta renovação da esquerda, muito importará o PS. Que ninguém duvide que o PS voltará fortíssimo e pronto para derrotar o PSD daqui a 4 anos. Terá que escolher bem que caminho irá seguir. Se um discípulo de Sócrates ou se retornará ao seu início, mais intimamente ligado à esquerda. A ala esquerdista do PS adormecida, acordará e tentará dominar os centristas no poder. E só ganhará com isso. Para o outro lado já temos o PSD, terá que ser no eleitorado que perdeu que o PS retornará ao êxito. E não será com António Seguro ou outro qualquer gafanhoto engravatado, terá que ser um político e não um seguidor de líderes. Gostava que avançasse o António Costa. A ver vamos qual será o trilho que os socialistas escolheram para o seu futuro. Mas reafirmo que é uma oportunidade única para a esquerda se reinventar e progredir. A mudança que se ouve em todos os slogans de 4 em 4 anos, não pode ser apenas uma palavra, terá que ser uma movimento, um objectivo.
  O grande obstáculo foi ultrapassado (José Sócrates), agora é calmamente saber traçar o caminho.