Começou-se a trabalhar um dia sobre três. Até que surgiu a revolução industrial e começou a surgir o capitalismo. O homem forçou-se a ter de trabalhar como nunca antes. Produzir riqueza era prioridade. Acabando com a cegueira da falta de luz e controlo do tempo, podíamos trabalhar fora de horas. A produtividade explode! O capital voa, e os trabalhadores lançam-se na era do consumismo. Acabou de ser uma necessidade, a partir de agora passava a ser uma obrigação, trabalhar. Esforço humano em troca do dinheiro, um emprego. As necessidades básicas para a sobrevivência foram ultrapassadas pelo desejo. As quantidades produzidas foram tantas que já se justificava uma quebra no horário de trabalho? Ou uma sociedade baseada no consumismo? Assim escolhido pelos sindicatos, o consumismo instalou-se! A produção é tal que temos que conservar alimentos usando conservantes e pulverizar terrenos agrícolas para uma super-produção.O sonho do luxo, um paraíso. Produtivismo, crescimento, potencia, trabalho e consumismo em troca de direitos sociais. O emprego está atrelado ao consumismo. Isto tudo é bonito, mas não se pensou nos recursos finitos que o planeta possui. Assim começa o assalto a natureza e ao seu abuso. A nossa pegada ecológica é enorme! Para vivermos como os Estados-unidos são necessários 6 planetas. Ser produtivo é sinónimo a tirar os recursos de outros países mais vulneráveis. Temos que transformar a natureza em materiais produzindo muita poluição. A actividade humana cria poluição, e esta cria alteração climática. Esta perda de controlo dos nossos super-sistemas torna o negócio difícil, pois o crescimento não pára.
Tivemos que criar empregos forçados, publicidade (lavagem de cérebro) a própria pornografia, as finanças e os média são exemplos. A educação, a saúde e as ajudas sociais são cada vez mais privatizados. Estes sim são bens!
O trabalho faz classes sociais e beneficiados, já é um ciclo. Um simples objecto faz mexer uma centena de pessoas desde a sua produção até estar nos nossos lares.
A igualdade neste sistema é fundamental e tem de ser preservada, mais a fossa hierárquica cresce, mais razões têm os mais fracos. Não temos muitos meios para contrariar esta solução enraizada. O materialismo é mais que uma religião. Vivemos para os nossos bens, trabalhamos para os adquirir! Babamos as revistas com os luxos dos ricos! Mas já estamos tão conformados com tal, que é muito difícil entrar na cabeça dos inteligentes. Vejam o tio Picsou como exemplo. Desde pequenos que ouvimos o hino do consumismo, até nos dejectos que deixo na sanita!
Para isso temos o álcool, as drogas, as depressões e os suicídios como antibiótico. São um dos únicos crescimentos enormes que temos.
Estamos a criar ódio. Ódio ao poder, ao querer lá chegar, o poder do dinheiro e a quem o possui. Mais ricos somos, mais dependentes ficamos, ao contrário dos pobres. Viva a Liberdade sufocante!

"Os meus olhos" JC


